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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Noite

Já era noite, a floresta que ficava ao lado de onde estávamos sentados era escura e medonha. Eu te olhava decisivamente, como se por um segundo que eu desviasse meu olhar você pudesse sumir e eu te perder como da última vez. Você, como sempre, não correspondia às minhas olhadas direcionando seus olhos para as árvores.De repente você levanta e me convida para dar uma breve promissora volta pela floresta. Eu, enfeitiçada pelo seu olhar, por sua voz doce e seu jeito meigo, sou conduzida facilmente por você. Andando ao seu lado, tocando sua pele, sentindo o seu cheiro, todo esse conjunto fez meu corpo reagir de uma forma que nem eu saberia explicar.Vendo o que acontecia, você parou, virando-se para mim perguntou o que eu tinha; só que nessa ação cometera um grande erro: seus olhos fitavam os meus e sua expressão era séria.
Como reação, me prendi em seus braços, como se eles fossem a minha armadura, beijei sua boca tão sedutoramente, senti o contato entre os corpos e o seu calor me aquecendo ainda mais. Você dava doces mordidas no meu pescoço e aquilo me atiçava ainda mais, por dois minutos paramos e nos olhamos, ambos pensando se aquilo que eu sentia pelo outro era possível, a vontade de sermos um só, de ir cada vez mais longe, de aumentar a dose e a rapidez das emoções. Detive-me e comecei a andar; você, percebendo o motivo, também se deteve e me acompanhou. Eu nos conduzi a um local da floresta onde dava para ver o céu cheio de estrelas e a Lua. Deitamos no chão, por um instante você observou o céu, depois ficamos os dois ali olhando um para o outro, sentindo as mais variadas sensações à flor da pele.

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