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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Eu estava numa sala vazia estudando

Escondida de todos para ter um pouco de sossego. Mas principalmente, estava longe dele para conseguir me concentrar.Há pouco mais de três dias estávamos nessa brincadeirinha de pega-não-pega. Um insinuando-se mais que o outro. Cheios de desejos e ânsias. Os hormônios à flor da pele.
Eu chegava mais cedo que ele, pegava os primeiros lugares na frente e, como quem não quer nada, marcava um lugar próximo a mim. Ele chegava bem depois e ia sentar-se lá atrás, enquanto eu o observava de soslaio. Esperava até todos estarem em sala e o professor estar quase chegando para então desmarcar o lugar e deixar uma carteira vaga. Logo que a via ele sentava-se lá, só para me amolar.
Ficava empurrando minha carteira ou simplesmente me cutucando. Mas a brincadeira de sedução só começou mesmo quando ele passou a fazer cócegas em mim. Com o passar do tempo, deixei de sentir cócegas e passei a sentir um frio na barriga, uma sensação estranha. Comecei a sentir uma vontade de estar perto dele.
De repente aquela sensação traduziu-se em minha cabeça. Sentir seus dedos causava-me uma excitação até então desconhecida por mim. O perfume dele se tornou embriagante para mim e essas brincadeiras viraram rotina.
Passei a desejá-lo, a sonhar com ele. Sua boca tornou-se meu objeto de consumo e nossas traquinagens ficaram mais sérias.Já não eram apenas cócegas. Caçávamos conversa também com uma implícita insinuação sexual. Abrir um corretivo e ficar metendo e tirando o pincel dele; fazer uma circunferência com os dedos e esfregar freneticamente uma caneta dentro dela; colocar um pincel na boca e chupá-lo de forma imoral. Qualquer objeto poderia ser usado em nossas “brincadeiras”, em qualquer lugar e a qualquer momento.
Mas hoje não. Hoje eu quero paz. Não quero pensar nele, nem desejar suas mãos em meu corpo. Quero sossego, quero me concentrar em um bom livro ou simplesmente pensar. Qualquer coisa.
Meus pensamentos foram interrompidos. Alguém entrou na sala. Percebi que caminhava calmamente em minha direção, como se não se surpreendesse em me ver aqui. Antes de me virar para ver de quem se tratava, fechei o livro de história que há horas eu olhava sem focalizar uma palavra sequer.
Assim que me virei recebi uma bolinha de papel no rosto. Era ele. E o desgraçado estava com aquele sorriso bobo no rosto, com aquela carinha que eu passei a amar. Sentou-se ao meu lado e tomou o grafite de minhas mãos. Enquanto rabiscava alguma coisa na carteira perguntou-me o que eu estava fazendo ali. Respondi que tentava estudar até ele chegar. Sorriu traquino e quando olhei para a carteira em que eu estava sentada vi um desenho pequeno de um pênis.
— Desenhou teu negócio em tamanho natural?! Ah, muito bem querido! – provoquei-o
— O meu não é deste tamanho – ele disse
— Haha, eu duvido! – desdenhei.
Ele me olhou malicioso, lambeu os lábios numa provocação explicita e disse: — Quer que eu te mostre??
Minha imaginação fértil e meus hormônios responderam antes que eu pudesse raciocinar:
— Quero!
Ele levantou-se e me levantou também. Puxando-me pela cintura me beijou. Vorazmente, nossos desejos falando mais alto. Pressionava-me contra si e pude notar que estava tão excitado quanto eu. “É talvez não seja tão pequeno mesmo”. Chupava minha língua, sugava meus lábios, quase devorava minha boca. Seus lábios eram macios, sua boca tinha um gosto maravilhoso e aquele beijo me derretia.
Quando quebrou o beijo vi seus olhos pertinho dos meus, antes que ele desviasse o alvo e começasse a beijar-me o pescoço. Não aguentei e puxei-o de volta para meus lábios, queria sentir sua boca na minha de novo. Suas mãos passeavam pela minha cintura, apertando-me, acariciando-me, excitando-me. Quando me puxou para mais perto ainda de si, pude sentir seu “negócio” de novo e aquele contato – mesmo por sobre as roupas – causou mais volúpia em ambos.
Minha camisa de botões foi aberta com delicadeza, apesar disso. E desse momento em diante suas mãos tinham contato direto com minha pele. Ambos ofegamos quando ele tocou-me o seio, com a mão aberta, segurando como quem segura uma bola. Hesitante no início, contudo o toque tornou-se mais intenso enviando uma onda de adrenalina pelo meu corpo. Novamente quebrou o beijo para substituir a mão pela boca, sua língua passeando pelo meu seio, chupando, incitando-me.
Empurrou-me até me encostar à mesa. Sentei nela enquanto ele se aproximava. Beijou-me novamente e enlacei sua cintura com minhas pernas, o aproximando ainda mais de mim. Ele parou um segundo e começou a mexer nas próprias calças e no momento seguinte ambos estávamos sem roupas.
Provou que seu “membro” não era pequeno. Muito pelo contrário, era razoavelmente grande para a idade. Proporcionando-me uma onda de prazer, ele mostrou que, apesar de ser sua primeira experiência sexual, estava muito bem treinado. E sabia o suficiente para arrancar-me suspiros e gemidos. Começando com uma penetração inexperiente, seguida de um vai e vem extasiante. Enlouquecia-me com a boca, sua língua seguindo o ritmo de nossos corpos.
Muitos minutos depois já estávamos vestidos novamente, e ele me beijava mais docemente, agora que nosso desejo já havia sido saciado. Quando quebrou o beijo e olhou-me nos olhos, percebi que não saberia explicar meus sentimentos por ele.

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