Pages

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ariadne lembrou-se repentinamente de um sonho que tivera: o pointman em toda sua pose casual, calmo, elegante, concentrado caminhando em sua direção. Estava tão nítido agora em sua memória que parecia até realidade. As lembranças do sonho se juntando com a noite agradável de Paris dava-lhe a sensação de que era ele logo adiante.Ela piscou algumas vezes até acreditar que não estava imaginando coisas. Meteu a mão no bolso da calça e tocou em seu totem, um pequeno peão que ela própria esculpiu, para ter certeza de que não era um sonho o que via. Seu peão estava lá com todas suas curvas, silhuetas e detalhes que ela se lembrava muito bem de ter moldado. Isso só podia significar que não estava sonhando.
Artur sentou-se ao seu lado. Olhando para o rio, assim como ela fazia há segundos atrás antes de avistá-lo. Ariadne o observou rapidamente, enquanto ela estava vestida num blusão verde com mangas compridas, calças jeans e tênis; ele estava vestindo uma camisa vermelha com um grande borrão indefinido e preto no peito, um casaco marrom por cima e calças jeans escuras. Ela teve de olhar duas vezes para acreditar no que viu: ele estava calçado em botas de couro. Esse tipo de calçado não era bem a sua cara.

Nenhum comentário:

Postar um comentário