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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Super Mario Bros


Passar as férias de fim de ano em casa não é a coisa mais legal do mundo. Principalmente quando não se tem companhia para jogar videogame.
Era primeiro de janeiro e como eu não tinha nada pra fazer, resolvi dar um passeio pelo bairro.
Estava tudo calmo e silencioso. Não havia ninguém nas ruas. Legal, se o primeiro dia do ano for um tédio. Muito legal.
Quando me dei conta, já estava passando solitariamente pela maior praça da cidade. Estava muito mal cuida. Árvores precisando ser podadas, folhas secas pelo chão, bancos de pedras desgastados, maçãs vermelhinhas em arbustos, o Mário e o Yoshi...Parei como se tivesse batido num muro invisível. Olhei d de novo e o que acabara de ver estava lá: Mário montado no Yoshi, a menos de cinco metros de distância de mim.
Aproximei-me deles devagar, evitando fazer barulho, mas pisei em um galho no chão e eles me ouviram. A princípio o Mário parecia prestes a atirar em mim uma daquelas pedrinhas que ele joga quando usa o poder da florzinha, contudo, ele percebeu que eu não era uma ameaça e não me atacou quando me aproximei mais.
Ele comentou que eu o havia assustado, pois ele esperava que fosse o Bowser ou algum monstro a mando dele. Eu não sabia o que dizer, consegui apenas me desculpar.
Ele andou um até uma árvore próxima e me disse que estivera escondido ali, mas saíra para tomar um ar e para que o Yoshi pudesse comer um pouco e esticar as pernas. Olhei para a árvore e percebi que suas raízes formavam um bom esconderijo. Ia dizer algo quando ouvi um barulho de folhas sendo esmagadas.
— Achei você! Vamos que está na hora do almoço – era minha mãe.
Olhei preocupada para o Mário, mas ele já estava em seu esconderijo e piscou um de seus enormes olhos para mim quando me afastei sorrindo com minha mãe.

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